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Que frio, não? - Por João Batista Schmitt de Nonohay

 

Sempre prestei muita atenção no 'silêncio eloquente'. Sabe qual é? Aquele que ocorre quando a intimidade não é tão grande assim, por mais que se tente demonstrar o contrário na conversa. Pode ocorrer entre duas pessoas ou mesmo num grupo de vários seres humanos (às vezes tem um cachorro no meio), sejam homens, mulheres ou misto. Volta e meia acontece comigo. Sempre me deu uma aflição!

Mas, agora, não mais muito, pois resolvi prestar atenção no funcionamento deste silêncio, seja quando faço parte dele, seja quando sou um simples voyare. Procuro ir até o limite, na mais perfeita calma, para ver até onde o meu interlocutor consegue chegar. Pura sacanagem, de quem não tem o que fazer.

Na verdade, o silêncio também não é nada de matar, logo ele se resolve, pois alguma das partes com ele rompe em segundos, através de frases tipo elevador: "vai chover", "tá quente", "tô cansado hoje", etc. Ou, melhor solução, diz que vai ao banheiro e se despede.

Mas o pior é quando tu percebes que o silêncio vai chegar depois da tua próxima frase, pois o assunto não engrenou, ou tu não estás afim mesmo que engrene, a pessoa é chata mesmo, ou tu que és o chato. 

E outra constatação: parece-me que este silêncio ocorre muito mais com homens, tirando os que não são muito homens. Não sei se por cultura, por machismo, por infantilidade ...  já disse que não sei. Mas chuto que o motivo está porque a mulher pode ser mais íntima com a outra em minutos, tem mais facilidade de se soltar sem nenhum problema, com frases do tipo: "tava morrendo de saudaaades", "aiiii guriaaa", "tu tá liiinnnda", "cabelo novo?". Estas coisas (falsas), entende, que para homem não fica bem.

Mas também porque assunto de mulher é mais retilíneo e com base mais larga, pois gostam de falar da casa, dos filhos, do namorado, do marido (ou da falta de ambos), do bichano, de compras, de receita, de (muita) fofoca, etc, o que é muito chato (tirando as fofocas), mas rende.

E para os homem, desculpe-me a grosseria, as únicas aspirinas do silêncio eloqüente são mulher e futebol. Que quase 100% pensam que entendem, mas não sabem nada do assunto (eu incluído).

João Batista Schmitt de Nonohay

Advogado, com atuação em Porto Alegre na área civil e administrativa.

Sócio- fundador do escritório Freitas e Nonohay Advogados Associados

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